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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Fé é atitude!


2 Reis 4.38 a 44: “Voltou Eliseu para Gilgal. Havia fome naquela terra, e, estando os discípulos dos profetas assentados diante dele, disse ao seu moço: Põe a panela grande ao lume e faze um cozinhado para os discípulos dos profetas.

Então, saiu um ao campo a apanhar ervas e achou uma trepadeira silvestre; e, colhendo dela, encheu a sua capa de colocíntidas; voltou e cortou-as em pedaços, pondo-os na panela, visto que não as conheciam.

Depois, deram de comer aos homens. Enquanto comiam do cozinhado, exclamaram: Morte na panela, ó homem de Deus! E não puderam comer. Porém ele disse: Trazei farinha. Ele a deitou na panela e disse: Tira de comer para o povo. E já não havia mal nenhum na panela.

Veio um homem de Baal-Salisa e trouxe ao homem de Deus pães das primícias, vinte pães de cevada, e espigas verdes no seu alforje. Disse Eliseu: Dá ao povo para que coma.

Porém seu servo lhe disse: Como hei de eu pôr isto diante de cem homens? Ele tornou a dizer: Dá-o ao povo, para que coma; porque assim diz o SENHOR: Comerão, e sobejará.

Então, lhos pôs diante; comeram, e ainda sobrou, conforme a palavra do SENHOR.

Qual palavra você tem escutado? Qual é o som que tem dirigido sua vida?

A passagem que acabamos de ler mostra uma situação de crise. O profeta Eliseu, chegando ao acampamento de 100 homens, viu que eles não tinham nada para comer. A situação era de muita miséria.

Então, Eliseu disse: “Coloque a panela no fogo e faça um cozinhado!”.  Em vez de pegar aquilo que eles já tinham – porque achavam que, no futuro, faria falta –, eles saíram procurando e trouxeram qualquer coisa para o profeta.

Sabe, é como algumas pessoas que dizem: “Olha, eu acredito em Deus!”, mas não oram, não separam nem um tempo para ler um Salmo por dia, não vão à igreja...

Muitas pessoas têm sido roubadas em seus relacionamentos espirituais, porque não se comprometem com o que acreditam. 

Ao colocar os ingredientes na panela, aqueles homens começaram a gritar: “Morte na panela!”.

Sabe, queridos, desta história, podemos tirar grandes lições.

1ª lição: Quando você entrega qualquer coisa para o Senhor, a morte entra na tua panela, porque o que repreende a morte são os dízimos e as ofertas.

É o que está escrito em Malaquias 3.10 e 11:  “Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.”.

Entregue um tempo do seu dia a Deus, vá à igreja, experimente orar nem que seja cinco minutos por dia! Você vai ver a diferença que isso pode trazer para a sua vida.

Nos seus momentos de oração, ajoelhe-se, desligue-se de tudo a sua volta e abra o seu coração. Como você quer que o Senhor fale com você, se você não O busca?

Experimente ler um Salmo por dia, isso vai iluminar o seu dia, vai te motivar, te edificar e te curar!

Depois que gritaram “Morte na panela!, Eliseu disse: “Trazei farinha”. Depois de recebê-la, ele a colocou na panela.

Sabe, queridos, depois que aquele oferta foi entregue, já não havia nenhum mal naquela panela!

Faça esta experiência, e, na sua casa, vai começar a jorrar as bênçãos de Deus. No lugar das brigas, das loucuras, virá um tempo de paz e harmonia. Em vez de cooperar para a destruição, você fará da sua casa um ambiente de louvor.

2ª lição: Quando andamos embaixo da direção de Deus, vem a multiplicação!

Foi o que aconteceu em 2 Reis. Eles estavam precisando de suprimento. Veio, então, um homem de Baal-Salisa e trouxe ao profeta pães das primícias.

Aqueles pães não eram suficientes para alimentar aqueles cem homens, mas, debaixo de uma palavra profética, sobejaram.

É assim que a gente vive multiplicação nos dias de crise: com jejum, oração, buscando a Deus e confiando em Seus Profetas! 2 Crônicas 20.20: "Credes no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; credes em seus profetas, e prosperareis."

Deus tem um plano para sua vida, e Ele vai começar tirando a morte da tua panela. Mas, para isso, é necessário que você pratique sua fé em Jesus Cristo, colocando sobre a área da sua necessidade o melhor do seu tempo, do seu louvor, o melhor do que você tem. 

Também é necessário que você creia e pratique a Palavra que vem de autoridades espirituais, e o Senhor te prosperará com multiplicação. 

Pense nisso!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Quando estamos sem forças para continuar...


Hoje, quero te convidar a meditar comigo em 1 Samuel 21.

Queridos leitores, muitas vezes, quando a gente menos espera, nos encontramos no meio de uma guerra. Davi estava enfrentando sua segunda guerra, foi uma verdadeira loucura.

 A primeira guerra, para quem não sabe, foi contra os filisteus, quando Davi enfrentou um gigante imenso! A segunda foi a guerra da inveja e da perseguição. Detalhe: foi uma batalha sem motivos.

Sabe qual é o motivo das suas guerras? É a manifestação de um espírito de loucura. Às vezes, se levanta na sua casa, usando pessoas que você ama. Sabe aquelas pessoas que você nunca imaginaria que poderiam se levantar contra você e, de um dia para o outro, ficam com inveja? É uma coisa doida mesmo!

Inveja não é só a vontade de ter algo igual, é não aceitar que a outra pessoa tenha e querer sua destruição. Foi dessa forma que Saul, o “poderoso da terra”, se levantou contra Davi. Sabe o que Davi fez? Saiu correndo, fugiu!

No meio da fuga, Davi enfrentou dificuldades e passou fome! Ele não tinha nem forças para enfrentar o que viria pela frente! Mas o Senhor o justificou!

Aprenda uma coisa: contra a inveja, quem faz a justiça é o Senhor! Ele advogou a causa de Davi e o livrou daquela perseguição e do espirito de inveja... Sabe o mesmo espírito que se levantou contra Jesus Cristo e o levou para a cruz?

Talvez, hoje, lendo essa mensagem, você esteja passando por isso e esteja sem forças. Talvez, hoje, você esteja pensando: “Deus, eu não aguento mais lutar! Eu não tenho mais esperança! Eu não consigo enfrentar, não consigo enxergar um futuro!”.

Quem sabe você até esteja com vontade de morrer! Não que você esteja com um espirito de suicídio. Mas, você ora: “Por que o Senhor não me leva logo? Eu já fiz tanta coisa mesmo. Eu não vejo mais sentido na minha vida!”.

Olha, se você não tem forças e armas para lutar, vá para a Casa do Senhor. Sabia que foi isso que Davi fez? Na Casa de Deus, ele comeu o Pão Sagrado, o Pão da Proposição! O que é Pão da Proposição? É o pão com propósito! Davi estava com o propósito de se alimentar, renovar suas forças e de aprender, que na Casa do Senhor, sempre há alimento!

Da mesma forma, há pão com propósito na Casa de Deus para a tua vida. Propósito de restaurar suas forças, teu ministério, de te dar uma família, de te curar emocionalmente, de restituir sua profissão…

Na Casa do Senhor, há armas que te ajudam a derrubar gigantes. Uma delas é a espada, que é a Palavra de Deus. Hoje, você vai sair com essa palavra, vai intimidar e derrotar seus inimigos, trazendo honra para sua vida. Isso não vai ficar assim!

Não se deixe abater! Não se deixe derrotar! Não se deixe dominar pelos seus sentimentos! Aprende uma coisa: vida espiritual não é sentimento, é espírito. Às vezes, você não está sentindo nada e acha que Deus não está se movendo na sua vida. O coração do homem é enganoso! Cuidado para não ser enganado por você mesmo!

Você está se enganando com essa compaixão, com essa desilusão, com esse desânimo, com essa falta de vontade! Isso está quebrado, em nome de Jesus!

Levante-se, porque na Casa do Senhor tem uma palavra, que te dará uma direção; o Pão, que te dará força e a arma, que de dará a vitória! Venha Renascer em Cristo!

Pense nisso!

quarta-feira, 21 de junho de 2017

As palavras certas despertam os melhores sentimentos e atitudes!


Provérbios 18.21: “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto.”

Você prestou atenção nesta mensagem? É exatamente sobre isso que eu quero falar hoje através deste post.

Quantas vezes a gente escolhe a pior maneira de se comunicar com os outros? Quantas vezes a gente escolhe expressar os nossos sentimentos da pior forma possível? Quantas vezes suas palavras destruíram pessoas e acabaram com relacionamentos?

Sabe, querido leitor, eu tenho o costume de ensinar para os líderes das igrejas que nós podemos exortar, corrigir, alertar... Mas não podemos, de maneira nenhuma, destruir!

Se as pessoas tem se afastado de você por causa do seu jeito e do seu trato, está na hora de rever seus conceitos!

Veja bem... Você gostaria que falassem do seu filho como você fala do filho dos outros? Você gostaria de receber os mesmos apelidos que você tem colocado nos seus colegas de trabalho? Você gostaria de ser vítima dos mesmos comentários que você faz? Você gostaria de ser tratado da mesma forma que você tem tratado os outros? Se você gostaria, então, está tudo bem. Está tudo ótimo.

Agora, se sua resposta for “não”, então, está na hora de mudar e aprender a construir relacionamentos através da palavra! Você sabia que o universo inteiro foi criado através de palavras? É verdade! As palavras têm poder. 

Sabe, em minha caminhada ministerial, eu aprendi que a gente ganha muito mais elogiando do que criticando.

A cada elogio, você reafirma uma atitude boa. Mas, quando você critica de forma voraz, cheio de ódio, raiva, como se fosse o dono da verdade, sabe o que acontece? Você acaba criando uma barreira em seus relacionamentos. Barreiras, muitas vezes, intransponíveis. Mesmo que você esteja certo, aquela pessoa não vai mais te ouvir, e, ainda, vai fazer de tudo para ficar distante de você! 

Você, infelizmente, assumiu a condição de chato. Sabe aquela pessoa que começa a dar sermão e não para mais? Sabe aquelas pessoas que não sabem dar um “bom dia”?

Se você não consegue ao menos cumprimentar as pessoas, seu caso é realmente grave! O que custa falar um “muito obrigado”? Falar um “boa tarde” custa tanto assim? Vai cair sua língua se você falar isso? Pois era bom que caísse mesmo.

Custa mesmo falar um “eu te amo”, falar um “Deus te abençoe”? 

Sabe o que mais eu aprendi? Que as nossas palavras são sementes. Você já pensou se você se alimentasse de tudo o que você fala? Você ficaria mais saudável ou morreria envenenado?

Uma palavra pode mudar tudo!

Recentemente, me mandaram um vídeo que confirma exatamente a mensagem que eu quero passar para vocês. Era de um senhor sego que ficava sentado em uma praça. Naquele local, havia uma placa com os dizeres: “Sou sego! Ajude-me!”. Foi a estratégia que ele encontrou para pedir esmolas. O dinheiro era colocado em uma latinha de refrigerante que ficava perto dele.

Os dias passaram, e a maioria das pessoas, simplesmente, o ignorava. Ele só conseguiu algumas moedinhas. Uma moça percebeu a situação daquele senhor e resolveu ajudá-lo. Ela pegou aquele cartaz e escreveu nele: “Hoje, o dia está tão lindo! Pena que eu não posso vê-lo!”. De repente, todas as pessoas começaram a colocar suas moedas naquelas latinhas.

Ele, surpreso com aquela mudança radical, perguntou para a moça: “O que você escreveu?”. E ela respondeu: “O mesmo que o Senhor, mas com outras palavras!”.

Isso realmente nos deixa uma grande lição. Sabe, muitas vez, você não tem alcançados seus objetivos, porque tem escolhido as piores palavras para se expressar.

 Mas, se você conseguir, com novas palavras, chamar atenção e despertar nos outros os melhores sentimentos, com certeza, você construirá relacionamos bem-sucedidos e felizes em todas as áreas da sua vida.


Pense nisso! 

terça-feira, 6 de junho de 2017

Liberte-se!


Hoje, eu quero falar com vocês sobre ansiedade, um impulso que nos leva a fazer as piores escolhas, e o sentimento de culpa que ela nos traz! Eu vou usar como base uma das parábolas de Jesus mais conhecidas, a do Filho Pródigo.

Lucas 15.11 a 32: “Continuou: Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente.

Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada.

Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.

O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos; porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se.

Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo. E ele informou: Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde.

Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo.  Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos; vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado. Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu. 

Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.”

A culpa sempre traz ansiedade e preocupação. É uma verdadeira loucura!

De repente, você não se deu conta do casamento abençoado que você tinha e, por causa de uma ilusão, jogou tudo para o alto... De repente, você não se deu conta da importância do ministério para a sua vida e, por causa de alguns conflitos, abandonou tudo... De repente, você não se deu conta do emprego abençoado que você tinha e, por causa de um descontentamento, saiu chutando o balde...

Diversas situações nos trazem sentimentos de culpa, mas sabe de uma coisa? Só sentimentos de culpa não te levam para lugar algum... Como eu havia citado anteriormente, eles ainda vêm acompanhados pela ansiedade! É um tormento descomunal!

A culpa te faz sentir indigno de se aproximar de Deus. Você acaba se projetando no mal. Para você, é o fim da linha!

O sentimento de culpa precisa produzir em você o arrependimento. O arrependimento começa quando você para de se justificar: “Errei por causa disso!”...  “Errei por causa dele!”... “Errei por causa daquilo!”... “Fui enganado!”...  Mas você errou e ponto!

Seja prático: “Senhor, errei! Lave-me com o Teu sangue. Tenha misericórdia da minha vida. Senhor, me dê graça e forças para voltar!”.

Você errou como? Mentindo, roubando, se prostituindo, prejudicando seu colega de trabalho? Então, é isso que você vai falar!

O arrependimento começa quando assumimos os nossos erros e confessamos ao Senhor. O próximo passo é ter atitudes de arrependimento!

Aquele jovem se humilhou para o pai. Sabe, muitas vezes, a gente subestima o poder da graça e do amor! Quem deu seu único filho já se entregou faz tempo. Na Palavra de Deus, está escrito que aquele que não poupou seu único filho, como não nos dará, junto com o Espírito Santo, todas as coisas? Não é só ser restituído, mas é receber uma transformação completa!

É ser transformado para não cair mais neste abismo e fazer deste erro uma oportunidade de ser restaurado, transformado e restituído.

Aquele moço assumiu seus erros e se humilhou: “Eu quero voltar, mas eu não mereço ser tratado como filho. Trate-me como um servo! Perdão, pai!”.

Sabe o que aconteceu? O pai o recebeu de braços abertos e com uma grande festa.

Aquele jovem recebeu roupas novas e um anel de autoridade! Autoridade para não cair mais, autoridade para assumir seus erros e autoridade para vencer a culpa!

Livre, perdoado e restituído, você passa a ter certeza de um futuro abençoado!

Pense nisso! 

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Vencendo o mal com o bem


1 Samuel 24. 1 a 10: “Tendo Saul voltado de perseguir os filisteus, foi-lhe dito: Eis que Davi está no deserto de En-Gedi. Tomou, então, Saul três mil homens, escolhidos dentre todo o Israel, e foi ao encalço de Davi e dos seus homens, nas faldas das penhas das cabras monteses.

Chegou a uns currais de ovelhas no caminho, onde havia uma caverna; entrou nela Saul, a aliviar o ventre. Ora, Davi e os seus homens estavam assentados no mais interior da mesma.

Então, os homens de Davi lhe disseram: Hoje é o dia do qual o SENHOR te disse: Eis que te entrego nas mãos o teu inimigo, e far-lhe-ás o que bem te parecer. Levantou-se Davi e, furtivamente, cortou a orla do manto de Saul. Sucedeu, porém, que, depois, sentiu Davi bater-lhe o coração, por ter cortado a orla do manto de Saul; e disse aos seus homens: O SENHOR me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do SENHOR.

Com estas palavras, Davi conteve os seus homens e não lhes permitiu que se levantassem contra Saul; retirando-se Saul da caverna, prosseguiu o seu caminho. Depois, também Davi se levantou e, saindo da caverna, gritou a Saul, dizendo: Ó rei, meu senhor! Olhando Saul para trás, inclinou-se Davi e fez-lhe reverência, com o rosto em terra. 

Disse Davi a Saul: Por que dás tu ouvidos às palavras dos homens que dizem: Davi procura fazer-te mal? Os teus próprios olhos viram, hoje, que o SENHOR te pôs em minhas mãos nesta caverna, e alguns disseram que eu te matasse; porém a minha mão te poupou; porque disse: Não estenderei a mão contra o meu senhor, pois é o ungido de Deus.”

Saul era um rei rico, poderoso e que tinha à disposição um exército vencedor. Ele estava perseguindo Davi, que, na época, contava apenas com o apoio de homens endividados, angustiados e que corriam perigo.

Quem era Davi perto do grande rei Saul? O que Davi tinha que justificasse tanto ódio?

Saul sabia que Davi tinha algo que ele não tinha; alias, que tinha, mas acabou perdendo. Eu estou falando da bênção de Deus. Isso foi o suficiente para despertar uma inveja mortal.

Sabe, você pode ter o casamento perfeito aos olhos humanos. Sua esposa e você podem ser saudáveis e ter o emprego dos sonhos. Seus filhos podem ser os mais inteligentes e os mais lindos, mas, se sua família não tiver a bênção de Deus, o destino de vocês será a ruína.

Apesar de todos os aspectos humanos, nada garantiria que o reinado de Saul seria inabalável. Ele, então, foi tomando por aquele espírito de inveja e dedicou sua vida a destruir Davi.

O jogo virou...

Depois de tantos anos fugindo da ira do rei, o jogo, simplesmente, virou! Certo dia, Saul entrou exatamente na caverna em que Davi e seus homens estavam, para aliviar o ventre. Era a oportunidade perfeita de Davi acabar, de uma vez por todas, com aquela perseguição. Até torcida ele tinha: “Finalmente, Davi! Você será livre! Mate-o! Aproveite a oportunidade!”.

Sabe, pior do que sofrer na mão de um invejoso é ter a mesma atitude que ele teria. Matando Saul, Davi se igualaria a ele.

Quando agimos como os invejosos, abrimos um espaço espiritual para que aquele mesmo espírito que está agindo neles entre nas nossas vidas.

Ao fazer a justiça com as próprias mãos, nos machucamos duas vezes, porque, além de sermos agredidos pelas atitudes dos outros, acabamos traindo os valores que nós tanto defendemos. É o mesmo que se auto-sabotar.

Ao se igualar a eles, você se degrada de tal forma, que acaba matando todas as promessas de Deus, porque quem é tomado por um espírito maligno não tem limites para o mal!

Davi tinha consciência de que matar Saul não o colocaria na rota do reinado: “Não vou matar Saul porque ele é ungido de Deus. O Senhor tinha um propósito para ele. Se eu matá-lo assim como ele quer me matar, eu nunca chegarei ao reinado. Matá-lo seria o mesmo que abrir as portas para aquela malignidade que o encheu de ódio entrar na minha vida. Se eu matá-lo, vou perder a bênção de Deus e o lugar que Ele tem para mim!”.

Sabe qual foi a escolha de Davi? Vencer o mal com o bem e não ceder às pressões!

Quando vencemos o mal com o mal, nos traímos: “O que eu virei? Não aguentei a pressão da perseguição! Não aguentei a pressão daqueles que estavam ao meu redor! E agora? O que vai sobrar pra mim?”.

Davi confiou naquele que o ungiu. Sabe o que você vai fazer no meio desta perseguição? O que está no Salmos 37.5: “Entrega o Teu caminho ao Senhor; confia n’Ele, e o mais, Ele fará!”.

Quem disse que Davi não saiu daquela situação vitorioso? Ele mostrou, na frente de todos, o pedaço do manto de Saul e disse: “Olha! Eu poderia tê-lo matado, mas não o fiz!”. Todos viram que Davi era mais nobre do que o rei Saul!

Este era o caminho da soberania que Deus tinha preparado para Davi. 

Sua nobreza e fé sempre vão te colocar em honra! A tua escolha de agradar ao Senhor e não ceder às pressões é o que vai garantir a tua vitória. A tua escolha de vencer o mal com o bem não te frustrará!

No tempo certo, Davi assumiu o reinado, e Saul teve o fim que ele mesmo semeou.


Pense nisso!